Módulo 2 · Seu site

Publicando: hospedagem, domínio e HTTPS

Aula 6 de 12 Aula de 30 min Atualizado em 29 de setembro de 2026
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Nesta aula

Do "file://" no seu disco a um endereço que qualquer pessoa abre no celular.

Até agora, só você viu a página. Publicar é copiar os arquivos para um computador que nunca desliga e dar a ele um nome. Parece simples, e para um site estático é mesmo. O que complica é o vocabulário: hospedagem, domínio, DNS, HTTPS, certificado. Nesta aula eu explico cada palavra com o que ela faz na prática, e você termina com o site no ar.

O que acontece quando alguém digita o seu endereço

Uma pessoa digita padariadobairro.com.br no celular. Em menos de um segundo, quatro coisas acontecem:

  1. O celular pergunta "onde fica esse nome?" a um serviço chamado DNS, que é a lista telefônica da internet. O DNS responde com o endereço numérico do servidor onde o site está.
  2. O celular se conecta a esse servidor e pede a página. Se o endereço começa com https, antes disso os dois combinam uma chave para conversar de forma criptografada.
  3. O servidor entrega o index.html (e o que mais a página precisar: imagens, CSS em arquivo separado, se houver).
  4. O navegador desenha a página, exatamente como fazia com o file:// no seu computador.

Repare: o último passo é o mesmo de sempre. O que muda é de onde o arquivo vem. Por isso tudo o que você testou localmente vale no ar. E por isso também o site "não fica lento" só porque muita gente acessa: entregar um arquivo pronto é a tarefa mais barata que um servidor faz.

Hospedagem

O servidor que guarda e entrega os arquivos. Ligado o tempo todo. É o "onde".

Domínio

O nome que as pessoas digitam. Registrado por ano, em seu nome. É o "como chamar".

DNS

A tabela que liga o nome ao servidor. Você configura uma vez, quando junta domínio e hospedagem.

HTTPS

O cadeado. Criptografa o caminho e confirma que o servidor é quem diz ser. Vem de um certificado.

Hospedagem estática: por que existe de graça

Existem dois tipos de site, do ponto de vista do servidor. O estático é feito só de arquivos prontos: HTML, CSS, imagens. O servidor não pensa, só entrega. O dinâmico monta a página na hora: consulta um banco de dados, verifica quem está logado, calcula alguma coisa. O seu site da aula 5 é estático. Um sistema de agendamento é dinâmico.

Entregar arquivo pronto custa tão pouco que vários serviços oferecem hospedagem estática com plano gratuito para sites pequenos, com HTTPS incluído e um endereço provisório do tipo seu-projeto.nome-do-servico.app. Não vou listar preços nem recomendar um específico, porque as condições mudam: no momento em que escrevo (setembro de 2026), os mais conhecidos são os serviços de "páginas estáticas" ligados a plataformas de código (como o GitHub Pages) e plataformas de deploy de sites (como Netlify e Cloudflare Pages). Confira na página oficial de cada um o que o plano gratuito inclui e os limites de tráfego.

Como funciona a publicação, em linhas gerais

Todos seguem o mesmo roteiro, com nomes diferentes nos botões:

  1. Você cria uma conta no serviço.
  2. Você envia a pasta do site: arrastando a pasta na tela do serviço, ou conectando a um repositório de código (assunto da aula 9), ou por um comando no terminal que o próprio serviço fornece.
  3. O serviço dá um endereço provisório, com HTTPS já ativo. Em segundos o site está no ar.
  4. Cada vez que você mudar o site, envia de novo (ou, com repositório conectado, a publicação acontece sozinha).

Dica

Peça ajuda à IA para a parte chata: "quero publicar o index.html desta pasta num serviço de hospedagem estática gratuita; me dê o passo a passo para o serviço X, e me avise se algum passo enviar dados além dos arquivos do site". Ela conhece o fluxo de cada serviço. Mas a conta e o clique de publicar são seus.

Exemplo real

Consultório de fisioterapia com uma página de uma seção só: o que faz, onde fica, botão do WhatsApp. A fisioterapeuta publicou num serviço gratuito arrastando a pasta, ganhou um endereço provisório, mandou o link para o grupo de pacientes no mesmo dia. Domínio próprio veio um mês depois, quando confirmou que valia a pena.

Domínio: o nome que é seu

O endereço provisório funciona, mas não é seu: pertence ao serviço. Um domínio próprio (padariadobairro.com.br) é registrado em seu nome, por ano, e vai com você para qualquer hospedagem. É o que aparece no cartão, na fachada, no Instagram.

Cuidado

O acesso ao painel do domínio é um dos acessos mais importantes do negócio. Quem controla o domínio controla para onde o site e o e-mail vão. Senha forte, dois fatores ligados, e o e-mail de recuperação num endereço seu que você nunca perde. Não compartilhe com a IA, nem com ninguém que não precise.

HTTPS: o cadeado, e o que ele não garante

Quando o endereço começa com https e o navegador mostra o cadeado, duas coisas estão garantidas: o que trafega entre o visitante e o servidor vai criptografado (ninguém no meio do caminho lê ou altera), e o servidor tem um certificado que confirma que é mesmo o dono daquele nome. Sem HTTPS, o navegador avisa "não seguro" e muita gente fecha a página. Os serviços de hospedagem estática emitem o certificado sozinhos, sem custo e sem você fazer nada além de ligar o domínio.

O que o cadeado não garante: que o site é honesto, que o conteúdo é verdadeiro, que os dados digitados num formulário serão guardados com cuidado. Cadeado é sobre o caminho, não sobre o destino. Vale lembrar disso como visitante também: golpe com cadeado existe.

Depois de publicar: o teste que importa

Abra o endereço público no celular, usando a rede móvel e não o Wi-Fi de casa. Assim você testa como um cliente testa. Confira: o cadeado aparece? A página carrega rápido? O botão do WhatsApp abre a conversa com o número certo? Os acentos estão certos? Mande o link para duas pessoas de confiança e peça para abrirem.

Uma pergunta que sempre vem: "e o Google, quando vai me achar?". Publicar não é ser encontrado. O Google leva dias ou semanas para visitar um site novo, e aparecer bem na busca é um trabalho à parte. O que você pode fazer agora: cadastrar o site na ferramenta gratuita do Google para donos de site (a Search Console) e colocar o endereço no perfil do Google do negócio e nas redes. O resto vem com o tempo e com conteúdo.

Prática · 10 min

Coloque o site no ar num endereço público

  1. Escolha um serviço de hospedagem estática com plano gratuito. Se estiver em dúvida, peça à IA para comparar dois em três linhas cada, e escolha o que parecer mais simples de publicar arrastando a pasta.
  2. Crie a conta com um e-mail seu, senha forte (use o gerenciador de senhas do navegador) e, se o serviço oferecer, ligue a verificação em dois fatores.
  3. Publique o index.html. Se o serviço pedir uma pasta, envie a pasta do projeto contendo só o site: tire de lá o projeto.txt, o briefing.md e o index-v1.html antes (ou coloque-os numa subpasta chamada docs, que não faz mal se subir junto, mas confira que nada sensível vai).
  4. Abra o endereço que o serviço deu, no celular, pela rede móvel. Confira o cadeado, os acentos e o botão do WhatsApp.
  5. Mande o link para duas pessoas e peça uma frase de retorno de cada: "o que você entendeu que eu faço?" e "o que você clicaria?".
  6. Anote o endereço público no projeto.txt e, se quiser domínio próprio, pesquise a disponibilidade do nome e anote onde ele seria registrado. O registro em si pode esperar a decisão de negócio.
Entregável: o site no ar num endereço público com HTTPS, testado no celular pela rede móvel, com retorno de duas pessoas anotado no projeto.txt.

Resumo da aula

Quiz da aula

Quatro perguntas para fixar. A melhor nota fica guardada para o certificado.

Aula 6 de 12

Antes de seguir para a próxima aula

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